Empresa:
Houghton Mifflin Harcourt
Cargo:
Designer de Produto Senior
Resumo do Projeto:
Executar o re-design de uma plataforma de rostering (administração escolar). O maior desafio foi oferecer uma experiência fluida e intuitiva ao usuário, mesmo diante de fortes restrições técnicas impostas pelas integrações e infraestrutura existentes.
O rostering é uma etapa essencial para que escolas possam utilizar o ecossistema digital da Houghton Mifflin Harcourt. É neste momento que professores, estudantes e classes são cadastrados no sistema, garantindo acesso a salas de aula virtuais, conexões via login único (SSO), entre outras funcionalidades.
Nosso objetivo principal foi simplificar e tornar autônomo o processo de configuração, proporcionando uma jornada guiada e acessível para usuários com diferentes níveis de familiaridade técnica.
A versão anterior da plataforma apresentava baixo índice de sucesso entre administradores escolares. As principais reclamações dos usuários eram:
Interface pouco intuitiva e pouco acolhedora;
Número excessivo de cliques para concluir o processo;
Falta de instruções claras ao longo da jornada.
Redesenhamos a plataforma com um foco em onboarding inteligente e experiência orientada por etapas. A interface agora apresenta:
Uma visão geral clara do processo;
Navegação lateral persistente com etapas numeradas;
Feedback visual sobre progresso;
Layout mais limpo, com bom aproveitamento do espaço em tela;
Textos orientativos e componentes que promovem a tomada de decisão com mais confiança.
Isso resultou em uma experiência mais amigável, reduzindo atrito e promovendo a autonomia dos usuários.
Como UX/UI Designer, atuei em todo o ciclo de desenvolvimento, colaborando em um time multidisciplinar com:
2 Pesquisadores UX
1 Redator UX
2 Engenheiros front-end
4 Engenheiros back-end
1 Product Owner
1 Delivery Lead
Minhas principais responsabilidades foram:
Auditoria da plataforma legada – análise heurística e mapeamento de falhas;
Criação de personas, jornadas e cenários de uso – com base em entrevistas e dados de suporte técnico;
Pesquisa comparativa – análise de ferramentas semelhantes no mercado de edtech;
Wireframes e protótipos interativos – para validação interna e com usuários;
Testes de usabilidade – coleta de insights qualitativos para iteração contínua.
A nova experiência de onboarding reduziu em mais de 30% o tempo médio de finalização do roster;
Aumentamos a taxa de conclusão do processo em mais de 50%;
O feedback qualitativo dos administradores foi extremamente positivo, destacando a clareza e praticidade da nova interface.
Identifiquei três personas principais envolvidas no processo de configuração do roster. Cada uma delas exercia papéis distintos e passava por jornadas diferentes ao longo do ano letivo. No entanto, todas tinham algo em comum: eram responsáveis por configurar o roster de suas escolas ou distritos.
Como parte da pesquisa, investiguei como outras plataformas realizavam o processo de rostering e que ferramentas os administradores escolares utilizavam para configurar seus dados. Um dos concorrentes mais relevantes analisados foi o clever.com. Essa análise ajudou a identificar boas práticas e oportunidades de diferenciação.
Depois de muitos rascunhos em papel, mapeei os fluxos de usuário em um quadro no Miro antes de iniciar os wireframes no Figma. Essa etapa foi essencial para discutir com os engenheiros e o PO as possibilidades técnicas, identificar restrições de engenharia e prever impactos na experiência do usuário e no design final.
Gosto de começar minhas explorações de design no papel, o que me ajuda a organizar o raciocínio e estruturar a arquitetura da informação de forma rápida. Só depois sigo para o Figma, onde crio wireframes de baixa fidelidade para testes e validações iniciais.
Para facilitar as discussões com o time de desenvolvimento, construí fluxos completos no Figma, utilizando wireframes que cobriam cada etapa da jornada do usuário durante a configuração do roster. Os fluxos incluíam também estados de erro, mensagens de sucesso e diferentes caminhos possíveis. Essa abordagem permitiu mapear todos os cenários potenciais de uso.
A construção da identidade visual considerou múltiplos fatores:
Regras de acessibilidade
Coerência com a biblioteca de componentes da empresa
Limitações técnicas do time de engenharia de UI no momento do projeto.
Foi desenvolvido um protótipo funcional e altamente interativo utilizando o Axure. O objetivo era simular ao máximo a experiência real de uso da plataforma. Todos os componentes – como dropdowns, campos de texto, botões, toasters e mensagens de erro – funcionavam como em um aplicativo real, o que permitiu uma validação mais precisa tanto da experiência do usuário quanto da interface.
Realizei testes moderados com 6 administradores escolares com os seguintes objetivos:
Avaliar a compreensão do fluxo
Medir a usabilidade geral
Observar a experiência desde o primeiro uso, passando pelo estado vazio, o passo a passo com 6 etapas, até a tela de resumo, erros e edição de preferências
Minhas responsabilidades:
Elaboração do plano de testes (roteiro e tarefas)
Moderação das sessões
Produção do relatório final em parceria com uma pesquisadora UX
Os novos designs atingiram 98% de pontuação SUS (System Usability Scale).
Essa melhoria se deve a:
Um fluxo mais limpo e objetivo
Menor número de passos
Mais informações orientativas
Menor carga cognitiva para o usuário
Redução significativa no número de cliques e decisões necessárias para completar a tarefa
Com uma interface mais intuitiva, visualmente agradável e centrada no usuário, conseguimos simplificar significativamente a experiência para administradores escolares e acelerar o processo de rostering.